Técnico da Chapecoense reclama da arbitragem e cita vento da capital

26/03/2015 09:24

A análise sobre o desempenho da Chapecoense na derrota para o Figueirense por 2 a 1, na noite desta quarta-feira (25), no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, ficou em segundo plano na entrevista coletiva de Vinícius Eutrópio. O técnico do Verdão criticou a atuação do árbitro Sandro Meira Ricci, que apitou a Copa do Mundo no Brasil e que desde o início do ano integra o quadro da Federação Catarinense de Futebol. 

“Antes de tudo é importante falar da arbitragem. Eles estavam tão induzidos que, antes do jogo, o quarto árbitro veio até mim, olha a preocupação dele, dizendo: ‘não vamos cair na pilha deles, você pode ficar tranquilo’. Um quarto árbitro vir falar comigo por que o árbitro mandou esse recado é ótimo. Na minha expulsão, (o árbitro) estava tão condicionado que, na terceira simulação de pênalti, eu falei: ‘simulação, mais um amarelo’. O Argel do outro lado: ‘é pênalti’. Os dois reclamaram, isso é do jogo. Quem foi expulso? Eu”, comentou.

O técnico da Chape, campeão estadual pelo Figueira em 2014, também se referiu às declarações de Argel Fucks. Após o empate em casa com o Criciúma, o treinador lembrou que o Alvinegro era o único dos cinco grandes de SC que ainda não tivera um pênalti a favor neste Catarinão. “Achei que já tinha acabado isso. Dá vontade de falar a mesma coisa: ‘olha, domingo vamos ver se os caras vão apitar bem e dar um pênalti a nosso favor’. Se é o nível de entrevista que tem que dar, condicionando, vou ter que jogar esse jogo. A gente age com serenidade, respeito, ética, mas não adianta”, reclamou. O gol da vitória do Figueira saiu em cobrança de penalidade máxima, aos 38 minutos do segundo tempo.

Vento

Ao falar da atuação da Chape, Eutrópio usou de um argumento curioso. “Fizemos um bom primeiro tempo. Existe aqui (Florianópolis) um fator aqui preponderante para uma pressão, ou não, chamado vento. Isso eu digo como uma pessoa com mais de 100 jogos aqui (também foi jogador do Figueirense). Escolhemos atacar primeiro a favor do vento, então, fizemos o gol. Tivemos boas jogadas e tudo, desorganizou um pouquinho no final pela pressão natural do Figueirense. No segundo tempo, já sabíamos que eles vinham também por causa do vento e a gente tinha preparado uma substituição que era aumentar o nosso poder de bola defensiva com o Neto. Não funcionou depois a nossa transição (defesa/ataque). Depois do 1 a 1 equilibramos, mas aí houve o pênalti em favor do Figueirense. Não sei se foi pênalti ou não. Depois abrimos o time”, finalizou.

 

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